"Rápidos são os caminhos que nos ocultam de nós mesmos.
Fáceis, amplos, superficiais, planos e atonais.
Tantos andam, quando em verdade, estão a orbitar ao redor de si mesmos,
rastejando cada vez mais para longe do ponto de chegada.
Temperos e especiarias a alimentar seus egos que crescem, inflam e lhes cegam.
Longos os caminhos (não seriam vôos?) que nos levam ao descortinar de nós mesmos.
Árduos, escorregadios, áridos, íngremes, polifônicos.
Ao observarmos a humanidade,
Deparamo-nos com um emaranhado de seres, percorrendo vias que só lhes afastam de suas verdadeiras faces.
Saltitantes, enredam-se na mentira de serem o centro de tudo, quando é o vazio que lhes preenche, é o vazio que lhes rodeia.
Iludidos, viciaram-se em crer que miragens são reais e os oásis são fartos, contínuos e intermináveis.
Que suas imagens distorcidas no espelho, caricaturadas de exageros e de farsas de boa gente, são seus puros reflexos.
Tolos!!!
Não se enxergam, não escutam suas essências agonizando sob o peso de toneladas de rochas que, inconsciente ou não, fizeram questão de soterrar.
Pior, não enxergam o ‘outro’,
Primam pelo egoísmo, hipocrisias filantrópicas, incoerências e inconsistências em seu ‘viver’.
Despertar?
Desistir da ilusória e farta vereda que lhes conduzirá ao abismo?
Como, se sequer acreditam na sagrada lei da causa e do efeito???
Estão por aí, ardendo suas veias em baladas vãs, esquecidos de que aqui estão para se defrontarem consigo mesmos, limpar sótãos e porões e abrir espaço para a evolução."
(M.) The Eagle
(Unknown)
sábado, 7 de novembro de 2009
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
PRECE DO PERDÃO
Pai, quando eu for chamado para junto de Ti, quero partir com o coração aliviado de qualquer sentimento menor que possa reter-me ao vale de lágrimas onde me encontro hoje.
Ah, Meu Deus, que nada do que já vivi e ainda vivo seja obstáculo à minha felicidade amanhã!...
Quando eu me for, quero alçar vôo como fazem as aves que planam livres por sobre as misérias humanas, e que não pousam no chão senão para buscar o alimento que as mantém fortes nas alturas!...
Quando meus olhos se cerrarem à ilusão da carne, é de minha vontade que eu me distancie do mundo com a leveza das almas experimentadas na forja das provas árduas, sem que o peso dos sentimento menores impeça meu anseio anseio de libertação!
Desejo, Pai, libertar-me, sendo fiel à Tua lei de amor e de perdão!
Eu compreendo que a Terra é a escola onde Tu nos prepara para a angelitude!. ..
Eu compreendo que o sofrimento é a lição que nos faz avançar para a glória ou estacionar na senda de novas e mais dolorosas provas!...
Eu compreendo que tudo é seleção: os laços, a estrada, os acontecimentos. ..
De minha atitudes colherei bem ou mal; com minhas decisões talharei o que serei amanhã. Alegrias infinitas ou sofrimentos sem conta nascem unicamente de meus atos, a revelia do que os outros me fazem ou deixam de fazer....
Por isso, Pai, conduz meu pensamento de tal sorte que, quando chegar minha hora, nada do que vivi possa retardar-me o passo ou prender-me outra vez ao sombrio grilhão da dor.
De todos os momentos experimentados, que eu carregue comigo apenas aqueles que me proporcionaram coisas úteis e felizes.
Que os infortúnios e mágoas do passado não sejam mais peso em meu coração a impedir a realização dos mais ardentes anseio de felicidade e sublimação!...
As lágrimas que me fizeram verter - eu perdôo.
As dores e as decepções - eu perdôo.
As traições e mentiras - eu perdôo.
As calúnias e as intrigas - eu perdôo.
O ódio e a perseguição - eu perdôo.
Os golpes que me feriram - eu perdôo.
Os sonhos destruídos - eu perdôo.
As esperanças mortas - eu perdôo.
O desamor e a antipatia - eu perdôo.
A indiferença e a má vontade - eu perdôo.
A desconsideraçã o dos amados - eu perdôo.
A cólera e os maus tratos - eu perdôo.
A negligência e o esquecimento - eu perdôo.
O mundo, com todo o seu mal - eu perdôo.
A partir de hoje proponho-me a perdoar porque a felicidade real é aquele que nasce do esquecimento de todas as faltas!...
No lugar da mágoa e do ressentimento, coloco a compreensão e o entendimento;
no lugar da revolta, coloco a fé na Tua Sabedoria e Justiça;
no lugar da dor, coloco o esquecimento de mim mesmo;
no lugar do pranto coloco a certeza do riso e da esperança porvindoura;
no lugar do desejo de vingança, coloco a imagem do Cordeiro imolado e o mais sublime dos perdões...
Só assim, Pai, se um dia eu tiver que retornar à carne, poderei me levantar forte e determinado sobre os meus pés e não obstante todos os sofrimentos que experimentar, serei naturalmente capaz de amar acima de todo desamor, de doar mesmo que despossuído de tudo, de fazer feliz aos que me rodearem, de honrar qualquer tarefa que me concederes, de trabalhar alegremente mesmo que em meio a todos impedimentos, de estender a mão ainda que em mais completa solidão e abandono, de secar lágrimas ainda que aos prantos, de acreditar mesmo que desacreditado, e de transformar tudo em volta pela força de minha vontade, porque só o perdão rasga os véus sombrios do ressentimento e da revolta, frutos infelizes do egoísmo e do orgulho, libertando meu coração no rumo do bem e da paz, do amor verdadeiro e da felicidade eterna!
Assim seja!
(Psicografia Instituto André Luiz, 08.03.2003)
Ah, Meu Deus, que nada do que já vivi e ainda vivo seja obstáculo à minha felicidade amanhã!...
Quando eu me for, quero alçar vôo como fazem as aves que planam livres por sobre as misérias humanas, e que não pousam no chão senão para buscar o alimento que as mantém fortes nas alturas!...
Quando meus olhos se cerrarem à ilusão da carne, é de minha vontade que eu me distancie do mundo com a leveza das almas experimentadas na forja das provas árduas, sem que o peso dos sentimento menores impeça meu anseio anseio de libertação!
Desejo, Pai, libertar-me, sendo fiel à Tua lei de amor e de perdão!
Eu compreendo que a Terra é a escola onde Tu nos prepara para a angelitude!. ..
Eu compreendo que o sofrimento é a lição que nos faz avançar para a glória ou estacionar na senda de novas e mais dolorosas provas!...
Eu compreendo que tudo é seleção: os laços, a estrada, os acontecimentos. ..
De minha atitudes colherei bem ou mal; com minhas decisões talharei o que serei amanhã. Alegrias infinitas ou sofrimentos sem conta nascem unicamente de meus atos, a revelia do que os outros me fazem ou deixam de fazer....
Por isso, Pai, conduz meu pensamento de tal sorte que, quando chegar minha hora, nada do que vivi possa retardar-me o passo ou prender-me outra vez ao sombrio grilhão da dor.
De todos os momentos experimentados, que eu carregue comigo apenas aqueles que me proporcionaram coisas úteis e felizes.
Que os infortúnios e mágoas do passado não sejam mais peso em meu coração a impedir a realização dos mais ardentes anseio de felicidade e sublimação!...
As lágrimas que me fizeram verter - eu perdôo.
As dores e as decepções - eu perdôo.
As traições e mentiras - eu perdôo.
As calúnias e as intrigas - eu perdôo.
O ódio e a perseguição - eu perdôo.
Os golpes que me feriram - eu perdôo.
Os sonhos destruídos - eu perdôo.
As esperanças mortas - eu perdôo.
O desamor e a antipatia - eu perdôo.
A indiferença e a má vontade - eu perdôo.
A desconsideraçã o dos amados - eu perdôo.
A cólera e os maus tratos - eu perdôo.
A negligência e o esquecimento - eu perdôo.
O mundo, com todo o seu mal - eu perdôo.
A partir de hoje proponho-me a perdoar porque a felicidade real é aquele que nasce do esquecimento de todas as faltas!...
No lugar da mágoa e do ressentimento, coloco a compreensão e o entendimento;
no lugar da revolta, coloco a fé na Tua Sabedoria e Justiça;
no lugar da dor, coloco o esquecimento de mim mesmo;
no lugar do pranto coloco a certeza do riso e da esperança porvindoura;
no lugar do desejo de vingança, coloco a imagem do Cordeiro imolado e o mais sublime dos perdões...
Só assim, Pai, se um dia eu tiver que retornar à carne, poderei me levantar forte e determinado sobre os meus pés e não obstante todos os sofrimentos que experimentar, serei naturalmente capaz de amar acima de todo desamor, de doar mesmo que despossuído de tudo, de fazer feliz aos que me rodearem, de honrar qualquer tarefa que me concederes, de trabalhar alegremente mesmo que em meio a todos impedimentos, de estender a mão ainda que em mais completa solidão e abandono, de secar lágrimas ainda que aos prantos, de acreditar mesmo que desacreditado, e de transformar tudo em volta pela força de minha vontade, porque só o perdão rasga os véus sombrios do ressentimento e da revolta, frutos infelizes do egoísmo e do orgulho, libertando meu coração no rumo do bem e da paz, do amor verdadeiro e da felicidade eterna!
Assim seja!
(Psicografia Instituto André Luiz, 08.03.2003)
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
SUPERANDO A TENTAÇÃO
“A tentação é um veneno coberto com açúcar; tem sabor delicioso, mas a morte é certa.
A felicidade que as pessoas procuram neste mundo não dura muito.
A Alegria Divina é eterna.
Anseie pelo que é duradouro, e seja firme em rejeitar os impermanentes prazeres desta vida. Você precisa ser assim.
Não deixe que este mundo o controle.
Nunca se esqueça que o Senhor é a única realidade... Sua verdadeira felicidade está na sua experiência dEle."
Paramahansa Yogananda, em "A Eterna Busca do Homem"
Estes prazeres sensoriais trás grandes problemas para nossas vidas.
E como disse Yogananda “para nos libertarmos, Deus nos deu razão, consciência e força de vontade.”
O Mestre Yogananda disse “Os desejos são os mais infatigáveis inimigos do homem, pois ele não pode satisfazê-los.
Tenha apenas um desejo: conhecer a Deus.
Atender aos desejos dos sentidos não pode lhe trazer satisfação, porque você não é os seus sentidos.
Eles são apenas os seus servos, não o seu Eu.”
Então, que possamos ficar firmes nestes ensinamentos.
A felicidade que as pessoas procuram neste mundo não dura muito.
A Alegria Divina é eterna.
Anseie pelo que é duradouro, e seja firme em rejeitar os impermanentes prazeres desta vida. Você precisa ser assim.
Não deixe que este mundo o controle.
Nunca se esqueça que o Senhor é a única realidade... Sua verdadeira felicidade está na sua experiência dEle."
Paramahansa Yogananda, em "A Eterna Busca do Homem"
Estes prazeres sensoriais trás grandes problemas para nossas vidas.
E como disse Yogananda “para nos libertarmos, Deus nos deu razão, consciência e força de vontade.”
O Mestre Yogananda disse “Os desejos são os mais infatigáveis inimigos do homem, pois ele não pode satisfazê-los.
Tenha apenas um desejo: conhecer a Deus.
Atender aos desejos dos sentidos não pode lhe trazer satisfação, porque você não é os seus sentidos.
Eles são apenas os seus servos, não o seu Eu.”
Então, que possamos ficar firmes nestes ensinamentos.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
EQUILÍBRIO
Milhões de pessoas vivem uma vida unilateral e morrem em estado imperfeito.
Deus deu a cada um de nós uma alma, uma mente e um corpo, os quais devemos procurar desenvolver harmoniosamente.
Se você viveu até hoje dominado pelas influências mundanas, não permita que o mundo continue lhe impondo as suas ilusões.
Daqui por diante controle você mesmo a sua vida; seja o soberano do seu próprio reino mental. Medos, preocupações, descontentamento e infelicidade são resultados de uma vida não governada pela sabedoria.
(Paramahansa Yogananda) "Lições da SRF"
Deus deu a cada um de nós uma alma, uma mente e um corpo, os quais devemos procurar desenvolver harmoniosamente.
Se você viveu até hoje dominado pelas influências mundanas, não permita que o mundo continue lhe impondo as suas ilusões.
Daqui por diante controle você mesmo a sua vida; seja o soberano do seu próprio reino mental. Medos, preocupações, descontentamento e infelicidade são resultados de uma vida não governada pela sabedoria.
(Paramahansa Yogananda) "Lições da SRF"
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
A ARTE DE CALAR
"O silêncio é o momento vivificante de graça, em que a criatura se cala, mas o espírito fala"
Calar sobre a sua própria pessoa, é humildade.
Calar sobre os defeitos dos outros, é caridade
Calar quando a gente esta sofrendo, é heroísmo
Calar diante do sofrimento alheio, é covardia
Calar diante da injustiça, é fraqueza
Calar quando o outro esta falando, é delicadeza
Calar quando o outro espera uma palavra, é omissão
Calar e não falar palavras inúteis, é penitência
Calar quando não há necessidade de falar, é prudência
Calar quando Deus nos fala no coração, é silêncio
Calar, diante do mistério que não entendemos, é sabedoria
(Desconheço o Autor)
Calar sobre a sua própria pessoa, é humildade.
Calar sobre os defeitos dos outros, é caridade
Calar quando a gente esta sofrendo, é heroísmo
Calar diante do sofrimento alheio, é covardia
Calar diante da injustiça, é fraqueza
Calar quando o outro esta falando, é delicadeza
Calar quando o outro espera uma palavra, é omissão
Calar e não falar palavras inúteis, é penitência
Calar quando não há necessidade de falar, é prudência
Calar quando Deus nos fala no coração, é silêncio
Calar, diante do mistério que não entendemos, é sabedoria
(Desconheço o Autor)
terça-feira, 29 de setembro de 2009
ORAÇÃO DO MILHO
"Senhor, nada valho!
Sou a planta humilde dos quintais pequenos e das lavouras pobres.
Meu grão perdido por acaso, nasce e cresce na terra descuidada.
Ponho folhas e hastes e se me ajudardes, Senhor, mesmo planta de acaso solitária, dou espigas e devolvo, em muitos grãos, o grão perdido inicial, salvo por milagre, que a terra fecundou.
Sou a planta primária da lavoura, não me pertence a hierarquia tradicional do trigo e de mim não se faz o pão alvo universal.
O Justo não me consagrou o pão da vida, nem lugar me foi dado nos altares, sou apenas o alimento forte e substancial dos que trabalham a terra onde não vinga o trigo nobre; sou de origem obscura e de ascendência pobre, alimento dos rústicos e animais de jugo.
Quando os deuses da Hélade corriam pelos bosques coroados de rosas e espigas; quando os hebreus iam em longas caravanas buscar na terra do Egito o trigo dos faraós; quando Rute respigava cantando nas searas de Booz e Jesus abençoava os trigais maduros, eu era apenas o Bró, nativo das tabas ameríndias.
Fui o angú pesado e constante do escravo na exaustão do eito, Sou a broa grosseira e modesta do pequeno sitiante, Sou a farinha econômica do proletário, Sou a polenta do imigrante e a miga dos que começam a vida em terra estranha, Alimento de porcos e do triste mu de carga, o que me planta não levanta comércio, nem avantaja dinheiro, Sou apenas a fartura generosa e despreocupada dos paióis, Sou o cocho abastecido donde rumina o gado, Sou o canto festivo dos galos na glória do dia que amanhece, Sou o cacarejo alegre das poedeiras à volta dos seus ninhos, Sou a pobreza vegetal agradecida a vós, Senhor, que me fizeste necessário e humilde.
Sou o milho!"
Cora Coralina
Sou a planta humilde dos quintais pequenos e das lavouras pobres.
Meu grão perdido por acaso, nasce e cresce na terra descuidada.
Ponho folhas e hastes e se me ajudardes, Senhor, mesmo planta de acaso solitária, dou espigas e devolvo, em muitos grãos, o grão perdido inicial, salvo por milagre, que a terra fecundou.
Sou a planta primária da lavoura, não me pertence a hierarquia tradicional do trigo e de mim não se faz o pão alvo universal.
O Justo não me consagrou o pão da vida, nem lugar me foi dado nos altares, sou apenas o alimento forte e substancial dos que trabalham a terra onde não vinga o trigo nobre; sou de origem obscura e de ascendência pobre, alimento dos rústicos e animais de jugo.
Quando os deuses da Hélade corriam pelos bosques coroados de rosas e espigas; quando os hebreus iam em longas caravanas buscar na terra do Egito o trigo dos faraós; quando Rute respigava cantando nas searas de Booz e Jesus abençoava os trigais maduros, eu era apenas o Bró, nativo das tabas ameríndias.
Fui o angú pesado e constante do escravo na exaustão do eito, Sou a broa grosseira e modesta do pequeno sitiante, Sou a farinha econômica do proletário, Sou a polenta do imigrante e a miga dos que começam a vida em terra estranha, Alimento de porcos e do triste mu de carga, o que me planta não levanta comércio, nem avantaja dinheiro, Sou apenas a fartura generosa e despreocupada dos paióis, Sou o cocho abastecido donde rumina o gado, Sou o canto festivo dos galos na glória do dia que amanhece, Sou o cacarejo alegre das poedeiras à volta dos seus ninhos, Sou a pobreza vegetal agradecida a vós, Senhor, que me fizeste necessário e humilde.
Sou o milho!"
Cora Coralina
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
MASCARADOS
Saiu o Semeador a semear
Semeou o dia todo e a noite o apanhou ainda com as mãos cheias de sementes.
Ele semeava tranqüilo sem pensar na colheita porque muito tinha colhido do que outros semearam.
Jovem, seja você esse semeador Semeia com otimismo Semeia com idealismo as sementes vivas da Paz e da Justiça.
Cora Coralina
Semeou o dia todo e a noite o apanhou ainda com as mãos cheias de sementes.
Ele semeava tranqüilo sem pensar na colheita porque muito tinha colhido do que outros semearam.
Jovem, seja você esse semeador Semeia com otimismo Semeia com idealismo as sementes vivas da Paz e da Justiça.
Cora Coralina
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